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Revolução AgTech é o termo cunhado nos EUA para se referir às empresas de tecnologia aplicada ao agronegócio.
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Inovação: Incubadora tecnológica da Esalq chega aos 15 anos

Flávia Romanelli

A Esalqtec – incubadora tecnológica da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP) – completa 15 anos de fundação em janeiro de 2021 como uma das principais instituições de apoio e incentivo à inovação e ao empreendedorismo do agronegócio brasileiro e, mais recentemente, protagonista do movimento agtech no país.

Instalada na Fazenda Areão, em Piracicaba (SP), em área no campus da Esalq com mais de 130 ha, a incubadora tem um espaço de 10 mil m², com oito módulos de 32 m² cada – destinados às empresas tecnológicas, além de coordenadoria, secretaria, recepção e sala de reuniões.

Segundo o gerente-executivo da Esalqtec, que acompanha todo este processo desde 2005, Sergio Marcus Barbosa, a incubadora disponibiliza espaço, serviços, infraestrutura, orientação e estrutura administrativa, em um sistema compartilhado de incubação. “Nossos principais objetivos são apoiar as iniciativas empreendedoras do Vale do Piracicaba, na formação e consolidação de projetos inovadores que têm uma base científica relevante, transformando este conhecimento em novos produtos ou serviços tecnológicos em prol do agronegócio brasileiro e mundial. Somos um pequeno ecossistema dentro de um grande ecossistema agtech, que além das suas empresas residentes, comporta também várias associadas de destaque no setor”, explica.

A Esalqtec atende a empreendedores que detectam uma oportunidade de negócio, querem viabilizá-lo, mas necessitam de um espaço e período para término da definição do empreendimento, comprovação da viabilidade técnica ou, ainda, elaboração do protótipo e viabilização do capital para o início do negócio. “A incubadora é o empreendedorismo ocorrendo dentro da universidade, dando assessoria para que as pesquisas e iniciativas dos alunos se tornem negócios e onde o a geração de conhecimento e tecnologia dá origem a novas empresas”, define o presidente do Conselho Deliberativo da Esalqtec, professor Felipe Pilau.

Atualmente a incubadora conta com 18 empresas graduadas, seis empresas residentes, 116 empresas associadas e 11 projetos de pré-incubação.

AgTech Valley

O protagonismo da Esalqtec com o movimento agtech brasileiro está profundamente ligado ao Vale do Piracicaba (AgTech Valley). Barbosa conta que, em 2015, os membros da incubadora perceberam que Piracicaba (SP) tinha todas as características de um ecossistema tecnológico, pois unia a academia, empresas, startups, empreendedores e pessoas ligadas a esse movimento. “Dessa forma, a Esalqtec foi a principal articuladora para que o Vale do Piracicaba fosse reconhecido como um ecossistema dinâmico e atuante. Na nossa percepção, os setores da economia local – comércio, indústria e agricultura, contribuíram e continuam contribuindo com a evolução deste ecossistema, e quando são reconhecidos, entendemos que todo cidadão local é participante deste contexto”, explica.

O Vale do Piracicaba foi o primeiro ecossistema tecnológico do agronegócio brasileiro a ser identificado e foi o propulsor desse movimento nacional. “Além de incubar e preparar dezenas de empresas para o mercado, a Esalqtec tem participado ativamente do movimento de startups do agro do Brasil e do mundo, apoiando outros ecossistemas e promovendo eventos presenciais e online para divulgar as suas ações para as agtechs, hubs, investidores, empresas e outros atores”, conta Pilau.

Para o diretor da Esalq, Durval Dourado Neto, a Esalqtec foi evoluindo e mudando seu perfil junto com a universidade, que vem buscando manter sua excelência em ensino, pesquisa e extensão, com uma demanda da sociedade em buscar o empreendedorismo e a inovação em seu ambiente da ciência e de conhecimento em ciências agrárias e ambientais. “Atualmente, como parte do Vale do Piracicaba (AgTech Valley), tem se tornado referência em tecnologia para a agricultura digital no Brasil.”

História

De acordo com o professor José Roberto Postalli Parra, idealizador da Esalqtec durante sua gestão como diretor da Esalq, o objetivo inicial era o de se criar um polo do agronegócio, com empresas (startups) oriundas da Esalq, e realizado pelos alunos com espírito empreendedor nas diferentes áreas do conhecimento. “Em 2004, o governo federal criou o Polo Nacional de Biocombustíveis na Esalq e aproveitando esse gancho achei que seria um bom momento para iniciarmos uma incubadora de base tecnológica voltada para o agronegócio”, relembra.

Parra destaca que a Esalqtec assume hoje não somente um grande papel na formação de empresas voltadas para o agronegócio em nosso país, mas também uma projeção internacional. “Ao lado da Esalq, participa como uma das cinco melhores universidades agrícolas no cenário mundial, incluindo Wageningen da Holanda, University of California (Davis) e Cornell dos EUA e a da China (Hainan), de projetos bilaterais dentro de uma estrutura chamada “A 5 Alliance” (anteriormente denominada Top Five). Esta associação deverá trazer um grande avanço para a Esalqtec, acompanhando a evolução da moderna agricultura mundial.”

 

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