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O valor da produção de silvicultura e extração vegetal fica em R$ 206,8 milhões no Amapá | Foto: Marcelo Furtado
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Produção de silvicultura e extração vegetal registra queda de 6,2% no Amapá

Da Redação

O Amapá registra uma queda de 6,2% ante os dados do período anterior a 2019, o que reflete redução na silvicultura no estado. São informações da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2020, que investiga 44 produtos do extrativismo e da silvicultura em todos os municípios do país.

Em 2020, no Amapá, a silvicultura contribuiu com 71,3% (R$ 147,5 milhões) do valor da produção florestal (R$ 206,8 milhões), com queda de 8,0% em relação a 2019. Já a participação da extração vegetal (coleta de produtos em matas e florestas nativas) foi de 28,7% (R$ 59,3 milhões), com redução de 1,4% frente a 2019.

A madeira representa 96,5% do valor da produção florestal. Houve queda de 8,0% no valor da produção dos produtos madeireiros da silvicultura e queda de 2,4% no da extração vegetal. O único produto madeireiro da silvicultura no Amapá é madeira em tora.

Os produtos madeireiros representam 87,7% da extração vegetal e os alimentícios, 12,3%.

A área de floresta plantada do Amapá soma 63.282 hectares. A produção de eucalipto para a indústria de papel ocupa 61.764 hectares, enquanto o pinus está em 40 ha, e outras espécies em 1.478 ha. Cerca de 57,0% das áreas de eucalipto concentraram-se em Ferreira Gomes, 75,0% das florestas de pinus e 100,0% de outras espécies encontram-se em Tartarugalzinho.

Ferreira Gomes continua a ter o maior valor da produção (R$ 57,8 milhões) que representa 39,2% do valor estadual da silvicultura, com Macapá (R$ 49,0 milhões) a seguir.

Valor da produção da silvicultura caiu 8,0%

O valor da produção da silvicultura atingiu R$ 147,5 milhões, com queda anual de 8,0%. Todos os grupos reduziram: madeira em tora para papel e celulose (-8,1%) e madeira em tora para outras finalidades (-6,3%).

Ferreira Gomes é o município com maior valor de produção na silvicultura

Ferreira Gomes liderou o ranking de valor da produção da silvicultura (R$ 57,8 milhões), com destaque para a produção de madeira em tora para papel e celulose (R$ 49,9 milhões), advinda de eucalipto.

Em segundo lugar, vinha Macapá com valor total de produção na silvicultura de R$ 49,0 milhões.

Área de florestas plantadas cresceu 7,9%

Em 2020, de um total de 63,3 mil hectares de florestas plantadas no Amapá, houve aumento de 7,9% (4,7 mil hectares) de cobertura. Todos os municípios ampliaram a área plantada.

Eucalipto foi responsável pela cobertura de 97,6% das áreas de florestas plantadas para fins comerciais e somaram 61,8 mil hectares. Outras espécies representaram 2,3% (1,5 mil hectares) e pinus, 0,1% (40 hectares).

Ferreira Gomes concentrou 55,5% da área de florestas plantadas e Macapá, 19,2%.

Extrativismo reduz 1,4% e fica em R$ 59,3 milhões

Em 2020, o valor de produção da extração vegetal reduziu 1,4%, totalizando R$ 59,3 milhões.

O grupo dos produtos madeireiros teve a maior participação no valor da produção do extrativismo amapaense (88,8%). O valor da produção do grupo (R$ 52,7 milhões) caiu 2,2%, com o recuo de 4,4% na madeira em tora. Mas houve aumento de 7,5% para o carvão vegetal e de 4,9% para a lenha.

Porto Grande permanece como o maior produtor de madeira em tora, com 142,5 mil metros cúbicos e quedas de 5,2% no volume e de 7,7% no valor da produção.

Macapá lidera a produção de carvão vegetal extrativo, com uma produção de 232 toneladas representou 16,8% do total estadual em 2020. O valor de produção de Macapá cresceu 10,0%, atingindo R$ 463 mil.

Açaí segue com o maior valor da produção (R$ 6,4 mi) entre não-madeireiros

Em 2020, o valor da produção extrativa não-madeireira cresceu 6,2%, totalizando R$ 7,3 milhões. Essa atividade é importante para as comunidades tradicionais. No Amapá, acompanha-se apenas a produção do grupo dos alimentícios. O açaí continuou com a maior participação (87,3%) no valor de produção desse grupo.

Em 2020, a produção de açaí no Amapá foi de 3.067 toneladas, 0,3% acima da obtida em 2019. Ainda assim, o valor de produção subiu 5,4%, totalizando R$ 6,4 milhões.

Macapá é o maior produtor de açaí do estado, com 757 toneladas, ou 24,7% do total amapaense. Mazagão é o segundo com 549 toneladas (17,9%).

Atualmente, a maior parte da produção de açaí tem origem em áreas cultivadas, acompanhadas pela Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE. Entretanto, no Amapá ainda não se tem o acompanhamento dessa cultura.

O valor da produção da castanha-do-pará, ou castanha-do-brasil, subiu 11,7%, totalizando R$ 906 mil, com aumento de 2,5% na safra (416 toneladas no total). Vitória do Jari segue na liderança estadual, com 242 toneladas do produto, concentrando 58,2% do volume total registrado no Amapá.

 

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