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TUBERCULOSE BOVINA – ESTUDOS APONTAM A POSSIBILIDADE DE UMA VACINA

Estudos conduzidos por pesquisadores das Universidades Penn State, Cambridge e de Adis Abeba, publicados na revista Science, demonstraram que a vacina contra a tuberculose utilizada em humanos pode reduzir significativamente a infecção em bovinos. O estudo demonstra que a vacinação eleva a resposta imunológica contra o agente causador, aumentando as perspectivas de eliminação e controle da doença nos animais infectados.

A tuberculose bovina é uma doença infecciosa crônica que pode infectar outros animais, inclusive seres humanos. Causada pela bactéria Mycobacterium bovis, essa é uma das enfermidades que causa grande preocupação às autoridades de saúde em todo o mundo.

A transmissão da doença em bovinos ocorre principalmente por meio do contato direto entre animais infectados e sadios. Respiração, secreções nasais e saliva são as maneiras mais comuns de transmissão, mas ela também pode acontecer de maneira indireta, por meio de alimentos, água ou equipamentos contaminados. A transmissão de animais para seres humanos tem ainda na ingestão de leite cru de vacas infectadas uma importante fonte de contaminação.

Tosse crônica e perda progressiva de peso são alguns dos principais sinais clínicos da doença, que, associado à fraqueza, até a presença de abscessos nos pulmões, fígado e outros órgãos deixam o diagnóstico sugestivo mais claro. Entretanto, o que torna a doença mais preocupante e o seu controle desafiador são os animais assintomáticos, que, embora infectados, não apresentam sinais clínicos, mas têm potencial de transmitir a doença para animais sadios.

O controle da doença exige medidas de bioseguridade, como a higienização das instalações, controle de vetores e de acesso à propriedade, entre outros, que transformam essa tarefa bastante complexa e exige uma abordagem bastante ampla. A rotina de exames e um rígido protocolo de entrada de animais na propriedade são fundamentais para o controle da doença, mas que não eliminam os riscos.

Testes regulares de diagnóstico intradérmico com tuberculina devem estar na rotina do rebanho, sobretudo na entrada e movimentação de novos animais. Animais positivos devem ser isolados e submetidos ao abate sanitário com acompanhamento das autoridades sanitárias locais.

Há muito que a tuberculose bovina representa um grande problema para a pecuária mundial, sobretudo nos países menos desenvolvidos.  A possibilidade de desenvolvimento de novas medidas de controle e prevenção à doença são sempre bem-vindas e até mesmo urgentes.

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