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Integração de Serviços Ecossistêmicos para fortalecer cadeias produtivas na APA da Fazendinha foi tema de oficina na Embrapa
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Moradores de área protegida capacitados em ecoturismo e na produção de óleos vegetais e açaí

Moradores da Área de Proteção Ambiental da Fazendinha (APA), localizada no município de Macapá, participaram nos dias 7 e 8 de março, na Embrapa Amapá, de uma oficina para indicar ações visando fortalecer as cadeias produtivas dos óleos vegetais, açaí e ecoturismo nesta unidade de conservação de uso sustentável. A oficina intitulada “Serviços ecossistêmicos e cadeias de valor da APA da Fazendinha – abordagem para o fortalecimento territorial e das atividades sustentáveis” foi realizada pela Embrapa em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e a agência de cooperação técnica alemã (GIZ).

Atuaram como instrutores a Ecóloga Verena Almeida e o Economista Ambiental Pedro Gasparinetti, consultora e Diretor Interino no Brasil da ONG Conservação Estratégica, respectivamente. Também participaram da oficina de trabalho, representantes de órgãos estaduais como a Secretaria Estadual de Meio Ambiente – órgão gestor da APA -, Secretaria Estadual de Educação, Secretaria de Turismo, pesquisadores e técnicos atuantes nos segmentos produtivos citados. “Esta oficina visa levantar subsídios para fortalecimento territorial na APA da Fazendinha, por meio das cadeias de produtos florestais não-madeireiros, sobretudo de óleos vegetais e o do açaí nativo, do ecoturismo e da própria gestão da APA. Estamos pensando em estratégias a médio e longo prazos, que realmente tragam benefícios sociais e econômicos”, ressaltou Verena Almeida.

Instrutores da oficina Verena Almeida e Pedro Gasparinetti | Foto Ana Euler

No primeiro dia da oficina, os participantes foram estimulados a discutir sobre os dados já existentes com relação ao desenvolvimento sustentável da APA e refletir sobre o status atual em termos de riscos sociais e ambientais das atividades de extração de óleos e de açaí, e do potencial das práticas de ecoturismo, além de verificar oportunidades e cenários futuros. No dia 8, segundo e último dia da oficina, o foco foi trabalhar cada uma das cadeias para elaborar um plano de desenvolvimento unindo os respectivos segmentos. A educadora ambiental Sidiane Silva participou da oficina na Embrapa Amapá. Ela dirige a ONG “Crianças que Brilham”, da APA da Fazendinha, e tem boas perspectivas para o desenvolvimento sustentável da comunidade. “Trabalhar com a visão da integração de serviços ecossistêmicos é interessante porque amplia nosso conhecimento em relação aos benefícios decorrentes do nosso trabalho com a extração do óleo da andiroba, com o açaí e com o turismo na APA”, pontuou a educadora.

Um dos instrutores é o turismólogo amapaense Sandro Bello (ao centro)

A localização da APA da Fazendinha, no limite entre municípios de Macapá e Santana, foi um dos critérios para receber a atividade piloto de Integração de Serviços Ecossistêmicos (ISE) em Processos de Planejamento. A pesquisadora Ana Euler, da Embrapa Amapá, destacou que uma das singularidades do projeto é a integração dos serviços ecossistêmicos no planejamento do desenvolvimento local. “Não há desenvolvimento sem integração das questões econômica e social à conservação ambiental, pois o meio ambiente promove o bem-estar social. Queremos propiciar aos moradores da APA usufruir dos recursos naturais de forma sustentável. Este projeto é voltado não somente para proteger os recursos naturais, mas também construirmos um plano de desenvolvimento que viabilize a proteção da natureza com os componentes ambiental, social e econômico”, acrescentou Euler. 

Dulcivânia Freitas, Jornalista DRT/PB 1063-96
Núcleo de Comunicação Organizacional – Embrapa Amapá

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