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Verticalização da produção de grãos no Amapá

O método de produção vertical aplicado aos grãos pode chegar brevemente ao campo amapaense e transformar as relações comerciais e produtivas maximizando a distribuição de valor por meio da geração de riqueza na região.

O que é verticalização da produção?

A verticalização da produção consiste em um método em que as empresas concentram o máximo possível das etapas do processo necessário à fabricação de um determinado produto. A verticalização é utilizada por grandes empresas do agronegócio para garantir a criação e fabricação de produtos diversificados a partir de uma matéria prima.

Como isso se aplica na produção de grãos?

A aplicação da verticalização da produção no cultivo de grãos representa um processo em que o Amapá poderá fabricar localmente os insumos necessários ao cultivo, envolver empresas originadoras (Tradings, armazenadores, cooperativas e corretores), realizar esmagamento e refino e, através de uma logística de exportação, internacionalizar no mercado produtos com valor agregado.

O que muda nas relações comerciais do Amapá com o Brasil?

Com a verticalização, haverá a fabricação de ração animal disponível para a criação em confinamento de gado, peixe, suíno e frango no próprio estado, alterando a relação do mercado consumidor amapaense com o comércio nacional, sobretudo da região de Chapecó, de onde as importações dos principais gêneros alimentícios chegam à marca de R$ 1 bilhão por ano.

Quais os benefícios para o Amapá?

Com o fortalecimento de setores como a piscicultura, a suinocultura e a avicultura, deixaria de ser enviado para fora do estado um montante considerável de recursos que poderia girar no mercado local aquecendo e fazendo movimentar a economia. Além disso, a criação de peixes, suínos e aves demandarão mão-de-obra de um elevado contingente aumentado o mercado consumidor interno, ao mesmo tempo em que surgiriam novas cadeias produtivas em torno dos mesmos empreendimentos.

Quais os desafios para essa verticalização?

O aumento da produção de grãos, que somente irá acontecer se a questão fundiária do Amapá (regularização da transferência das terras da União Para o Estado do Amapá) for resolvida; se for convertida em lavoura parte das terras ocupada pelos pinus; se houver uma modernização dos processos de licenciamento ambiental das regiões cultiváveis; se houver a organização de uma infraestrutura logística de armazenagem e escoamento; e se forem mantidas as condições de embarque da produção amapaense via Porto de Santana, o que daria ao estado vantagens competitivas em relação às demais regiões do país.

Juan Monteiro

Administrador e Jornalista

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